Há decisões que você não pode discutir com ninguém.
Há decisões que você não podediscutir com ninguém.Há decisões que você não podediscutir com ninguém.
Nem em casa. Nem com a diretoria. Muito menos com o banco.
Nem em casa. Nem com a diretoria.Muito menos com o banco.
Opinião, todos dão. A conta fica com um só.
Opinião, todos dão.A conta fica com um só.
Conselho consultivo e sucessão familiar em São Paulo. Existe uma mesa para essa conversa.Conselho consultivo e sucessão familiar em São PauloExiste uma mesapara essa conversa.
Talvez uma destas cenas seja a sua. Talvez mais de uma.
Em casa e na fábrica
Não fala em casa para não preocupar. Não fala na fábrica para não assustar. Não fala com os amigos para não ouvir palpite de quem nunca fechou uma folha de pagamento.
A folha
O diretor entra na sua sala pedindo dinheiro para a folha. Você olha a conta da empresa. Depois olha a sua conta pessoal.
O próximo contrato
O próximo contrato vai resolver. Era o que você dizia no contrato anterior.
O banco
Você nunca ficou devendo para ninguém. Agora demora para atender o gerente do banco.
O filho
O filho acha que você não larga. Você acha que ele não está pronto. Nenhum dos dois disse isso em voz alta.
A equipe
Na empresa, ninguém mais discorda de você. Faz tempo. Você sabe que isso não é bom sinal.
A noite
De dia, você não mostra nada. De noite, a cabeça não desliga.
Aqui ninguém se assusta com o que você contar.
A tese da casa
Ordem nos números. Força na mente.
Em empresa de dono, a planilha quase sempre já mostrou o que fazer. O que trava a virada está em quem decide.
Quem levantou uma empresa durante anos decide com tudo o que viveu: o orgulho de nunca ter atrasado um pagamento, a lealdade a quem começou junto, o nome da família na fachada. Isso é força. Na hora do aperto, pode virar o nó.
Quem carrega tudo sozinho por anos acaba decidindo cansado. E decisão cansada custa caro.
Por isso a E9 trabalha as duas coisas ao mesmo tempo: o caixa, a dívida, os credores e a governança; e quem decide. Felício Giamundo é consultor empresarial especialista em recuperação judicial e extrajudicial. Paulo Heinze é psicanalista, além de reestruturador; essa escuta faz parte do trabalho, com o mesmo rigor dos números.
Arrumar os números sem olhar para o dono dura pouco. Cuidar do dono sem arrumar os números não paga a folha. Fazemos os dois, na mesma mesa.
Duas frentes
Duas frentes. A mesma mesa.
Conselho consultivo empresarial
Para a empresa de dono, sobretudo indústria e PME, que sente o caixa apertar ou já está em crise.
Na mesa você põe o que não pode pôr na frente de mais ninguém: o caixa de verdade, a dívida, o cliente que concentra o faturamento, o diretor que não entrega, a vontade de vender tudo.
O conselho consultivo não vota, não assina e não manda. A decisão continua sua. Mas o conselho contraria. É para isso que ele serve.
Quando a situação pede, o trabalho sai da mesa e vai para a rua: reestruturação da empresa, que o mercado chama de turnaround, renegociação com bancos e credores e, se for o caso, recuperação extrajudicial ou judicial.
Governança e sucessão familiar
Para a família que é dona de uma empresa e ainda não combinou como decide.
Quem entra na empresa e em que condição. Como se remunera o sócio que trabalha e o que não trabalha. Como se resolve um impasse entre irmãos. Quem decide depois do fundador, e quando. Isso é governança corporativa em empresa familiar.
Como o fundador deixa a operação sem vestir pijama: continua nas decisões grandes e entrega o dia a dia.
Trabalhamos as regras e as conversas que as regras exigem. O papel fica com os advogados da família. O nosso trabalho vem antes e depois do papel.
Decidir enquanto a escolha ainda é sua.
Muitas vezes as duas coisas chegam juntas. A empresa aperta e a família racha. Por isso as duas frentes moram na mesma casa.
Na crise, as saídas leves se fecham primeiro. Quem espera o próximo contrato costuma trocar dívida barata por dívida cara e dar em garantia o que ainda estava livre. Um dia quem escolhe é o banco, o fornecedor ou o juiz.
A recuperação judicial protege a empresa. Em regra, o aval que o dono deu como pessoa física continua podendo ser cobrado.
Na família é igual. Regra se combina em tempo de paz; combinada depois do susto, a mesma regra custa muito mais. Só 27,6% das empresas familiares de capital fechado tinham plano de sucessão, segundo pesquisa do IBGC com a PwC, de 2019, com 270 empresas.
Quem responde é um dos sócios, pessoalmente. Não há equipe comercial.
A primeira conversa
É reservada: em São Paulo, por vídeo ou em um lugar fora da empresa, como você preferir. Antes de qualquer número, assinamos um termo de confidencialidade. Dura cerca de noventa minutos e não tem custo.
Não fazemos apresentação da casa. Escutamos. Você começa por onde quiser: pelos números, por uma cena, pela família. Se houver pergunta que você prefira não responder, não responde.
Ao final dizemos se vemos um caminho e qual é. Se não formos a casa certa para o seu caso, dizemos também. Nessa conversa não há proposta comercial.
A leitura
Se fizer sentido seguir, olhamos a empresa inteira: caixa, dívida, contratos, governança, a relação entre os sócios, as decisões dos últimos anos. E olhamos quem decide. Devolvemos essa leitura a você em conversa, com cenários e uma recomendação, inclusive o que é desagradável de ouvir. Você decide.
A mesa
A partir daí, sentamos juntos com regularidade. Pauta real, número na mesa. Vamos discordar de você quando for preciso, com respeito e com número. Conselho que só concorda vira reunião de cortesia. E cara. E mantemos a conversa a sós com o dono, onde se trata do que não entra em ata.
As conversas difíceis
Quando chega a hora do banco, do credor, do sócio ou do irmão, preparamos a conversa com você. Se você quiser, sentamos ao seu lado nela. Banco é credor sofisticado; lê na hesitação tudo o que o dono ainda não sabe. Primeiro o dever de casa. Depois a conversa.
A saída
Não entregamos relatório para sair de cena. Ficamos enquanto o trabalho durar. Depois, saímos.
No começo do trabalho, antes de qualquer número, eu peço ao dono três palavras que o descrevam hoje. Ele. A empresa vem depois.
Um cliente pensou. Demorou. Disse cansado. Disse confuso. Não encontrou a terceira.
Saiu com uma tarefa. Anotar, por sete dias, cada decisão que tomasse, grande ou pequena. E marcar quais tinha tomado por convicção e quais por inércia.
Voltou na semana seguinte com o caderno aberto. Disse: agora eu entendi onde fui sumindo.
Foi por aí que começou a virada. Não pelos números. Pelo caderno.
Paulo Heinze, sócio
Se quiser, faça o mesmo. É opcional, e a conversa não depende disso.
Em três palavras, como você se descreve hoje?
Não a empresa. Você. Pense sem pressa. Pode demorar. Pode mudar de ideia.
O que você escreve fica só neste aparelho e não é enviado a ninguém. Se você pedir a conversa por aqui, as palavras entram no rascunho da sua mensagem; dá para apagar antes de enviar, ou desmarcar a caixa que aparece abaixo.
Guarde essas três palavras. Se um dia conversarmos, é por elas que vamos começar. Os números vêm depois.
Acontece com quem decide sozinho há muito tempo. Um cliente também só achou duas. Voltou uma semana depois com um caderno aberto.
Trabalha com reestruturação de empresas e gestão de crise, e é conselheiro consultivo. É também psicanalista de empresários e autor do livro Por que eu não consigo salvar a minha empresa? Na mesa, é quem escuta o dono enquanto lê o balanço.
Felício Giamundo Filho
Consultor sênior em recuperação judicial e extrajudicial; especialista em diagnóstico e alinhamento de colapso financeiro empresarial. Conhece o processo de recuperação por dentro e sabe quando vale evitá-lo. Boa parte do trabalho dele é fazer com que ele não seja necessário.
Quem você conhece na primeira conversa é quem faz o trabalho até o fim.
Perguntas
O que o dono pergunta antes de ligar.
Respostas diretas. Se a sua pergunta não estiver aqui, ela cabe na primeira conversa.
Vou ter de abrir meus números para um estranho?
Só depois de um termo de confidencialidade assinado, e só os números que você quiser. A primeira conversa pode acontecer sem planilha nenhuma. Quem senta do outro lado já viu empresa em situação pior que a sua e não se assusta. Banco e fornecedor costumam perceber o aperto antes do que o dono imagina. Falar com quem está do seu lado, antes deles, é sinal de comando.
Vou perder o controle da minha empresa? Não quero palpiteiro.
Não. Conselho consultivo não vota, não assina e não responde pela empresa. A decisão continua sua, inteira. O que fazemos é contrariar quando for preciso, com argumento e com número. Se você procura alguém que concorde, vai gastar dinheiro à toa conosco.
Será que já é hora? O próximo contrato pode resolver.
Pode. Se resolver, a conversa terá custado noventa minutos. Se não resolver, você terá ganho tempo, que é o que costuma faltar. Na prática, o que costuma disparar a sucessão é o susto, e o que costuma disparar a reestruturação é o banco. Se você está se perguntando se é hora, provavelmente é.
E se o mercado ficar sabendo?
Esse receio tem fundamento. Banco e fornecedor reagem a boato. Por isso o trabalho começa em sigilo e antes de qualquer medida formal. Não divulgamos clientes, não publicamos casos com nome e não há logotipo de ninguém neste site. Conselho consultivo não é recuperação judicial. Muitas vezes, serve justamente para a empresa não chegar lá.
Já contratei consultoria. Recebi um relatório bonito e nada mudou.
Acontece muito. Um sócio vende, um júnior aparece, e no fim sobra um relatório na gaveta. Aqui quem vende é quem faz: os dois sócios, sem equipe júnior. E há uma diferença que vale entender. Consultoria é projeto, com começo, meio e fim. Conselho é acompanhamento contínuo, com alguém que volta à mesma mesa e cobra o que foi combinado. Depois da primeira conversa, dizemos qual dos dois faz sentido no seu caso, e por quê.
Conselho não é coisa de empresa grande?
O conselho de administração, com estatuto e formalidade, é. O consultivo foi feito para a empresa de dono. Entre as sociedades limitadas que têm conselho, 63% escolheram o modelo consultivo, segundo levantamento da Fundação Dom Cabral com a NEO Executive Search, de 2024, com 221 respondentes. Duas pessoas de fora, reunião regular e pauta real já bastam para começar.
Quanto custa?
A primeira conversa não tem custo e não gera proposta. Não publicamos preço, porque o tamanho do trabalho muda de caso para caso. Se fizer sentido seguir, você recebe o valor por escrito, antes de qualquer compromisso, e decide com calma.
Problema de família se resolve em casa. Acordo entre irmãos parece desconfiança.
É o que quase todos fazem. Só 17% das empresas familiares brasileiras têm algum mecanismo formal para resolver conflito, segundo a PwC (Pesquisa Global de Empresas Familiares, 2021, 282 empresas no Brasil). Irmãos que assinam um acordo continuam irmãos. Regra combinada em tempo de paz protege o afeto, porque tira da mesa de domingo a discussão que pertence à mesa da empresa. E falar de sucessão é falar de como você continua na empresa, em outro papel.
Já fiz a holding. Está resolvido.
A holding resolve uma parte, e uma parte importante: organiza bens e quotas. Ela não diz como a família decide, quem manda na operação nem o que acontece quando dois irmãos discordam. Em família que já não se entende, a holding sozinha só muda a briga de endereço. O trabalho do advogado continua valendo. O nosso vem antes e depois do papel.
Sou filho, filha ou cônjuge do dono. Posso pedir a conversa no lugar dele?
Pode. Quem pede a conversa pode ser o dono, um sócio, um filho ou o cônjuge. O sigilo é o mesmo.
A conversa
A conversa é reservada.A decisão continua sua.
Uma conversa com um dos sócios. Termo de confidencialidade antes de qualquer número. Sem custo e sem proposta comercial.
Se for cedo demais, você terá gasto noventa minutos. Se não for, terá ganho tempo, que é o que costuma faltar.
Se não fizer sentido, ela termina ali, e de nossa parte ninguém fica sabendo que aconteceu.